09 novembro 2007

Modismo, Mercantilismo e Monopólio das Grandes Marcas

As pessoas cada vez mais recorrem aos programas e software populares e não analisa precisamente o seu conteúdo, até mesmo os que comercializam esse tipo de produto não sabem muitas vezes do que se tratam; o que realmente interessa e vender programas e softwares que tem nome e marca no mercado ou aqueles que são premiados.
Porém nem tudo que está na moda e tem marca de renome tem uma boa filosofia educativa ou conteúdos significativos de aprendizagem.
Muito dos programas intitulados de “didácticos” ou “educativos” não possuem um conteúdo consistente e reforçam muitas vezes o aspecto mais pobre da educação com actividades mecanizadas sem despertar a criatividade e o pensamento reflexivo das crianças.
Alguns programas se resumem a treinos repetições, estes geralmente são os mais vendidos por ser serem mais baratos e mais fáceis de produzir.
A política de mercado vai de encontro aquilo que os pais entendem sobre a educação. As indústrias de software muitas vezes não estão interessadas na qualidade educativa dos seus programas e sim na quantidade em que estes são vendidos provocando assim a ilusão nos seus consumidores, que os compram achando que está a adquirir algo que auxilie no processo de aprendizagem de seus filhos. Tornando as aprendizagens mecanizadas e não significativas.
Bons softwares e programas devem proporcionar o desenvolvimento de capacidades de investigação, a resolução de problemas ou a imaginação criativa Papert (1996). Os pais por sua vez devem ser críticos e analisar com cuidado o que está a comprar.
O uso dos programas e softwares dos computadores como estratégias de aprendizagens significativas é legítimo quando este pode oferecer diversidade de ferramentas que permitam a criança direccionar o conhecimento para aquilo que lhe é significativo, adquirindo novas aprendizagens.

Até já!

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